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Para o bem da democracia

Desde as manifestações de 2013, notamos o anseio de setores da sociedade em favor de uma intervenção militar no país. Tais manifestações foram comuns durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff e recentemente na paralisação dos caminhoneiros.

São movimentos que representam ruptura inaceitável, especialmente para quem defende e tem como doutrina a Constituição Federal e o Estado Democrático de Direito. Tão grave quanto o desejo pelo retorno dos militares ao poder é o que ele representa: desesperança na política.

A OAB, quando requereu ao STF o afastamento do então deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara ou quando pediu o impeachment de Dilma Rousseff e Michel Temer, assim agiu por acreditar na solidez de nossa democracia.      

No entanto, esse desânimo não é injustificável e nem se trata de fenômeno nacional. A crise da democracia representativa apresenta sintomas mundo afora e converte-se numa oportunidade para o autoritarismo que se propõe a resolver problemas complexos com simplicidade simplória.

Esse radicalismo surge como reação de uma população que não apenas se vê desconectada de seus representantes, mas enganada por parte de uma classe política que só parece interessada em manter seus privilégios, alheia à formulação de políticas que promovam a melhoria do país.

Por isso, as eleições assumem papel ainda mais importante para a renovação de personagens, ideais, propostas e atitudes. 

As redes sociais têm se mostrado em todo o mundo um elemento de extrema influência na escolha dos candidatos por parte do eleitorado. Confira as fontes da informação antes de compartilhar. Evite sites cujas manchetes tenham claro tom sensacionalista, fique atento a erros de português e utilize os mecanismos de busca da internet para verificar se outras fontes confiáveis também repercutem a mesma informação.

Para os males da democracia, mais democracia. Esse é o processo de consolidação de um bem precioso: a liberdade. É preciso votar conscientemente e fiscalizar, para o bem da democracia.

Fonte: Claudio Lamachia - presidente nacional da OAB

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