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29
JAN

Condenados pela Chacina de Unaí continuam em liberdade

Doze anos após o assassinato de três auditores fiscais do trabalho, episódio conhecido como Chacina de Unaí, os profissionais da categoria ainda esperam a prisão dos mandantes do crime.


É o que afirma o presidente do Sinait, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Carlos Silva.


Os quatro mandantes da chacina foram julgados e condenados em outubro e novembro de 2015, mas tiveram o direito de recorrer em liberdade.


O fazendeiro Norberto Mânica foi condenado a 100 anos de prisão como mandante do crime e o empresário José Alberto de Castro, intermediário entre os mandantes e os pistoleiros, a 96 anos e cinco meses de reclusão.


O fazendeiro e ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, irmão de Norberto, também acusado de ser mandante do crime, foi condenado a uma pena de 99 anos e 11 meses.

O empresário Hugo Alves Pimenta, outro intermediário entre pistoleiros e mandantes, fez acordo de delação premiada e teve pena de 47 anos, três meses e 27 dias de prisão.


Os recursos serão julgados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Três pessoas foram condenadas e presas, em 2013. como executores do crime: Rogério Alan Rocha Rios, condenado a 94 anos de prisão; Erinaldo de Vasconcelos Silva, a 76 anos de reclusão; e William Gomes de Miranda, a 56 anos de prisão.


O dia 28 de janeiro foi instituído, então, o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho e Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo em homenagem a Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e também ao motorista Ailton Pereira de Oliveira.


Eles foram mortos em 2004 quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas na cidade mineira de Unaí.


Para Carlos Silva, a Chacina de Unaí trouxe à tona um problema social, que é o trabalho escravo e as dificuldades em combatê-lo.


Segundo o presidente do Sinait, apenas 2,5 mil auditores fiscais do trabalho estão em atividade em todo o país.


Para o sindicalista, deixar a missão de enfrentar o trabalho escravo para os grupos regionais de auditores, é uma “temeridade”. Ele argumenta que esses auditores fiscais do trabalho são moradores e acabam circulando nos mesmos ambientes que os criminosos, sendo mais seguro que as ações de enfrentamento sejam feitas pelos grupos de fiscalização móveis.

Fonte: Agência Brasil

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